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SONETO
À D. Maria Carolina Wanderley)
Viver...Morrer....Prefiro a morte à vida!
O morto esquece a dor e à dor é mudo.
Não sente o bem, não sente o mal...Eis tudo!
Folha sêca entre a sombra e a luz caída...
Não é o morto a mesma alma nascida
Num berço, entre explosões de beijos, mudo
De sonho, de ilusão, de glória e tudo?
Ah! Com que desce ao nada alma subida?
Vós que viveis tranquilos e ditosos,
E a crença em Deus, no amor, é-vos nativa,
Amai a vida, vós, os venturosos...
Eu quero a morte...causa horror? Que importa!
A vida tem a consciência viva,
A morte tem a consciência morta!
João Celso Filho - 1912

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