Se há tanta paz no azul que o céu abriga
e há tanto azul que tanto bem nos faz,
se há tanto azul e há tanto céu, me diga:
- Por que é que o Homem não encontra a Paz?...
Se há tanta paz no verde-mar da onda
que faz-se em verde e em branco se desfaz,
e há tantas ondas pelo mar, responda:
- Por que é que o Homem não encontra a Paz?..
Se há tanta paz no olor das multicores
flores - orquídeas, rosas, manacás...
Se há paz em cada flor e há tantas flores,
por que é que o Homem não encontra a Paz?..
Se há tanta paz nos cânticos suaves
Que entoam na alvorada os sabiás,
Se há paz num canto de ave e há tantas aves,
Por que é que o homem não encontra a paz?
Se há tanta paz na brisa que desliza
sobre as folhagens, tímida e fugaz...
Se há tanta paz na brisa e há tanta brisa,
por que é que o Homem não encontra a Paz?...
LUNA FERNANDES
O lindo poema, usado aqui com permissão do autor e publicado em seu livro" Primícias", foi 1º lugar no Concurso de Poesia "Brasil dos Reis", em Angra dos Reis, em 1986 e que já foi traduzido para alguns idiomas, inclusive o esperanto.
